Onde o tempo passa mais devagar em Gramado?

Publicado em 15 de agosto de 2017

Praça das Etnias de Gramado tem fogão de lenha e os pães são expostos em uma bancada

Maiara Barbosa

O vai-e-vem de sacolas e carros é constante no coração da Avenida Borges de Medeiros, em Gramado, entre as lojas de chocolates, roupas e sapatos. Por outro lado, na altura da Praça das Etnias a vida parece passar mais devagar. Assim como acontece desde o início da colonização, os descendentes de alemães continuam mantendo a tradição de produzir seus produtos típicos artesanalmente por ali.

É de um grande forno a lenha que saem as cucas, os pães com linguiça e outras delícias da culinária local. Homens e mulheres, em sua maioria com a pele clara e grandes chapéus de palha na cabeça, andam tranquilamente dentro da barraca a procura de seus afazeres: uns colocam mais lenha no fogo, outros, ficam de olho no tempo certo para retirar o pão do forno enquanto ainda tem aqueles que se dedicam as embalagens e etiquetas dos produtos. Tudo feito na frente que quem quiser ver.

A barraca do quilombo é só uma das atrações da Praça das Etnias. É lá onde fica a feirinha de artesanatos e a Casa do Colono que vende produtos como linguiças, geleias, doces, vinhos e biscoitos. As casas construídas ao entorno da praça seguem a arquitetura portuguesa, alemã e italiana e são cercadas de jardins.

Gramado é assim: se orgulha das suas tradições e consegue preservá-las em meio a tantas mudanças e novidades. O turismo transformou a cidade e não funciona apenas em uma época do ano. Se durante o Natal é a decoração que atrai quem vem de fora e no frio é a esperança da neve, durante as outras estações do ano opções de diversão é o que não falta.

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O cheiro dos chocolates atiça quem passa na calçada das lojas. O produto feito do cacau se transforma em bombons, barras e ganha formas de pinguins e carrinhos de brinquedo para as crianças. A presença do chocolate é tão grande que as fábricas abriram suas portas para as visitas e ele ainda ganhou um parque temático exclusivo na cidade.

Para completar a gastronomia, representada pelos restaurantes que servem rodízios de fondues, massas italianas e pratos da culinária alemã, os gaúchos andam com as suas cuias cheias de chimarrão que passam de mão em mão e, no ombro, a garrafa térmica para completar a bebida quente quando for preciso.

Saiba mais:

Grande parte dos restaurantes com música ao vivo e mais conforto, o que inclui aquecedor e pelegos, ficam na Rua Coberta. É por ali também que as celebridades desfilam no tapete vermelho durante o Festival de Cinema, que acontece em agosto.

Entre as galerias, o que se destaca são as blusas de malhas, os produtos feitos a partir do couro, como casacos, bolsas, e sapatos, além de cachecóis, luvas, toucas e demais invenções para se enfrentar o frio.

– Como chegar em Gramado?

O jeito mais fácil de chegar até Gramado é voando até Porto Alegre ou Caxias do Sul. Da capital gaúcha até a cidade serrana são 120 km, que são percorridos, em média, em 2 h de viagem. Já Caxias do Sul está a 73 km de distância de Gramado, o que equivale a 1h30.

Quem optar por desembarcar em porto Alegre deve seguir de carro pela BR-116 e, em seguida, tomar caminho pela RS-239 e, por fim, RS-115. O caminho de quem partir de Caxias do Sul começa pela BR-116 até a saída em direção a Nova Petrópolis. Depois é só continuar pela RS-235.

Quem precisar de ônibus, partindo o aeroporto de Porto Alegre, a Viação Citral faz o trecho Gramado e Canela. A passagem custa, em média, R$ 42. A própria Citral também é a responsável pela linha até Gramado e Canela, partindo de Caxias do Sul. De lá, a passagem costuma variar entre R$ 15 e R$ 17, dependendo do percurso. As datas e os horários de partidas podem ser consultados no site da empresa. (valores atualizados em agosto/2017)

– Onde ficar em Gramado?

A cidade conta com uma grande rede hoteleira, sendo alguns hotéis mais luxuosos por oferecerem piscina aquecida, cinema, ofurô e sala de jogos, por exemplo. Se você pretende viajar nos meses de inverno não encare hotéis com ar-condicionado e calefação como “ostentação”. Se tratando de Gramado, isso pode ser um item de sobrevivência quando as temperaturas despencam!

Além dos hotéis, algumas pousadas e hostel também estão instalados por lá. O Booking pode te ajudar na escolha!

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