Dos monges beneditinos à Caetano Veloso: confira 18 lugares famosos para visitar em São Paulo

Publicado em 30 de março de 2020

Maiara Barbosa

Descobrir São Paulo é encontrar opções infinitas de lugares e, a cada dia, deparar-se com uma novidade. Até mesmo no Centro Histórico da cidade antigos espaços ganham cara nova e se transformam em pontos de encontros, museus e restaurantes.

Podemos dividir o Centro de São Paulo em dois: o velho e o novo. A parte velha inclui o chamado Triângulo Histórico, que compreende a região de São Bento, a Sé e o Largo São Francisco. Já a Praça do Patriarca serve de portal para o Centro Novo e revela as construções do prédio da prefeitura de São Paulo, o Viaduto do Chá e o Theatro Municipal.

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Dos monges beneditinos à Caetano Veloso, confira o roteiro com opções para visitar a pé pelo Centro, já seguindo uma ordem de localização, partindo da Estação São Bento:

Mosteiro São Bento

A estação São Bento costuma ser destino de quem vai às compras na famosa Rua 25 de Março. Antes de descer a Ladeira Porto Geral, porém, vale apreciar as torres da igreja e do mosteiro, que ficam no Largo São Bento.

Dentro da abadia, como assim é chamada a igreja, as pinturas do teto e das paredes chamam a atenção e revelam a imponência do templo. Não deixe de reservar um tempo para fazer a visita guiada no interior das dependências do Mosteiro de São Bento e também para participar do brunch oferecido pelos beneditinos.

Mercado Municipal

Sabores, cores, texturas e a infinita variedade de produtos transformaram o Mercado Municipal de São Paulo em um dos pontos gastronômicos mais visitados da cidade. O Mercadão, como foi carinhosamente apelidado, foi inaugurado em 1933 e conta com boxes de verduras, legumes, frutas, carnes, cereais, aves, peixes, frutos do mar, massas, doces e especiarias.

Entre os corredores é possível viajar para diversas localidades do Brasil e do mundo através dos produtos que ali são encontrados. No piso superior concentram-se restaurantes e lanchonetes, com o famoso lanche de mortadela. Prepare o bolso e a disposição para filas aos finais de semana!

Farol Santander

Foto: Caio Pimenta

O prédio que se tornou o cartão postal de São Paulo atrai visitantes para o mirante e também interessados em saber mais como funcionava a rotina de trabalho no banco. Além da exposição fixa, o espaço recebe exposições temporárias, como sobre a vida e a obra de Machado de Assis e Tarsila do Amaral, por exemplo.

Para completar a visita ao Farol, não deixe de conhecer o bar do cofre, que fica no subsolo do prédio onde, antes, funcionava um dos cofres do banco.

Edifício Martinelli

O prédio que já foi o primeiro arranha-céu de São Paulo e viu o seu glamour transformar-se em cortiço e quase foi demolido, reabriu as portas para visitas guiadas. O Edifício Martinelli fica bem próximo da Praça Antônio Prado, antigo Largo do Rosário, onde está instalado o Farol Santander.

O espaço já abrigou o Cine Rosário, barbearias, lojas, uma igreja e o luxuoso Hotel São Bento. Para visitá-lo é preciso agendar e a entrada acontece pela Rua São João.

Vale do Anhangabaú

Foto: Luis Casimiro

Embaixo do concreto que fica entre o Viaduto do Chá e o Viaduto Santa Ifigênia corre o Rio Anhangabaú que, do tupi, significa rio do mau espírito. Em cima das águas, a área é conhecida pelas manifestações e shows populares.

Ao seu entorno existem diversos edifícios e é onde fica o prédio da Prefeitura de São Paulo, o Theatro Municipal, a Escola de Dança de São Paulo e o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.

Centro Cultural Banco do Brasil

O CCBB, como também é chamado o Centro Cultural do Banco do Brasil, se tornou um espaço que recebe mostras culturais, oficinas, cinema e teatro. O prédio fica na esquina das ruas Álvares Penteado e da Quitanda e sediou o primeiro banco do Brasil.

Além da programação cultural, uma visita para admirar a arquitetura do espaço já vale a pena.

Pátio do Colégio

O local onde a cidade de São Paulo foi fundada não pode ficar de fora do roteiro de quem percorre as ruas da região central. O Pátio do Colégio é calmaria em meio à agitação. Ao cruzar a entrada, rumo ao jardim, a sensação é de estar em outro ambiente, bem longe do Centro de São Paulo, já que o verde e o som dos pássaros impera no ambiente.

A instalação conserva um museu que conta a relação dos jesuítas com os indígenas. No jardim estátuas também ajudam a relembrar essa ligação e a catequização dos índios. No fundos ainda está retratado o momento da fundação de São Paulo, na figura de um índio, ao lado de um padre e uma cruz.

O café do Pátio do Colégio ainda reproduz uma receita de pão de mandioca confeccionado, originalmente, pelos índios.

Solar da Marquesa

O Solar da Marquesa de Santos é considerado o último exemplar da arquitetura residencial urbana do século XVIII na cidade de São Paulo. Ali foi residência de Maria Domitila de Castro e Mello, a marquesa de Santos, que entrou para a história como amante de Dom Pedro I.

No acervo do Solar estão utensílios domésticos, parte do mobiliário e até mesmo a banheira utilizada pela marquesa, que comprou o sobrado, em 1834.

Catedral da Sé

Na Praça da Sé existem vários monumentos a serem observados: a estátua de São Paulo, o marco zero e a arquitetura da Catedral da Sé.

Entre as palmeiras, caminhando sentido à igreja, está a estátua do apóstolo Paulo. Mais adiante fica o marco zero, com referência aos estados que São Paulo relacionava-se economicamente: Paraná, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Cada um é retratado com o símbolo da sua economia. O mapa ainda aponta a direção para a cidade de Santos pela importância na economia brasileira devido ao porto de Santos para a escoação das riquezas do país. 

Edifício Ouro para o Bem de São Paulo

A lembrança da Revolução Constitucionalista de 1932 está presente no Edifício conhecido como Ouro para o Bem de São Paulo, que fica na Rua Álvares Penteado. Ali funcionou como um ponto de entrega de ouro dos moradores para financiar aqueles que iriam às batalhas.

No ano de 1932, São Paulo desencadeou uma revolução contra o Brasil em busca de uma nova Constituinte. Apesar da derrota, os soldados são tidos como heróis e a população paulistana apoiou o movimento. Durante a “preparação” para a guerra, São Paulo recorreu aos seus cidadãos para que doassem joias e dinheiro para o exército.

Saiba mais:

Enquanto os mais ricos doavam peças de joias de ouro maciço, os cidadãos mais simples doavam suas próprias alianças “para o bem de São Paulo” e, em troca recebiam um certificado. O prédio foi construído no formato da bandeira do estado de São Paulo, com 13 andares, representando as 13 listras da bandeira e no formato de ondas. O mastro representa as milhares de alianças doadas e foi decorado, no topo, com um capacete constitucionalista.

Com o fim da revolução, para que o dinheiro arrecadado não fosse apossado pelo governo federal, a verba levantada com as doações de ouro foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Casa de Francisca

Foto: Casa de Francisca

O palacete que resgata o charme da época em que sediava a Rádio Record se orgulha de ser conhecido como “a menor casa de shows de São Paulo”. Ali, logo na entrada está a foto de Adoniran Barbosa na parede, como forma de sinalizar os lugares pelos quais o compositor passou. 

O palacete Toledo Lara era conhecido como a “esquina musical” de São Paulo na década de 1930. Além da Rádio Record, o local já sediou também a editora Irmão Vitale e a loja de instrumentos musicais Casa Bevilacqua. Adoniran, que participava do programa de rádio “História das Malocas” e faz parte da lista de personalidades que já se apresentaram no palco.

Hoje o repertório varia desde bossa nova até música contemporânea. A Casa de Francisca foi reinaugurada em 2006 e também funciona como restaurante, oferecendo almoços e comidas e bebidas em dias de shows à noite.

Largo São Francisco

Foto: Arquidiocese de São Paulo

É no Largo São Francisco que fica a conhecida Faculdade de Direito e também o Convento de São Francisco. A  arquitetura da Igreja de São Francisco é considerada o único exemplar da arte barroca que está preservado no Centro de São Paulo.

Viaduto do Chá

O primeiro viaduto da cidade de São Paulo foi batizado de Viaduto do Chá. O nome veio por conta da proximidade com uma extensa plantação de chá da Índia que havia próximo do local onde ele foi construído. A estrutura metálica do Viaduto do Chá veio da Alemanha.

Ele foi inaugurado em 1892 para fazer a ligação da Rua Direita (que fica no Centro Velho) com a atual Rua Barão de Itapetininga (já no Centro Novo).

Em 1938, o velho viaduto com assoalho de madeira foi demolido, dando lugar a outro de concreto armado, com o dobro de largura.

Edifício Matarazzo (Prefeitura de São Paulo)

Foto: Guilherme Cunha

Logo após atravessar o Viaduto do Chá, sentido ao Centro Novo, nos deparamos com o Edifício Matarazzo, onde funciona as instalações da Prefeitura de São Paulo. Além das atribuições administrativas do espaço, é possível visitar o terraço da prefeitura, onde existe um jardim com mais de 400 espécies vegetais e um pequeno lago com carpas.

O prédio tem 14 andares e no hall de entrada as paredes são revestidas em mármore. Para visitar o terraço é preciso agendar uma visita.

Theatro Municipal

Foto: Alexandre Lignos

A maior Casa de Ópera do Brasil fica em São Paulo! O Theatro Municipal de São Paulo foi influenciado pelas casas de ópera da Europa na arquitetura e decoração. O prédio também foi o primeiro a ser totalmente iluminado com energia elétrica e, até hoje, suas luzes durante à noite arrancam suspiros.

Pelo palco do Municipal passaram as mais importantes companhias de música clássica da primeira metade do século XX, assim como também os modernistas da Semana de 1922: Oswald de Andrade e Anita Malfatti.

Além dos espetáculos, o Theatro Municipal também conta com um bar no subsolo, chamado de Bar dos Arcos, e um restaurante. Para conhecer toda a estrutura e a sua história, visitadas monitoradas gratuitas acontecem durante a semana.

Galeria do Rock

Foi na década de 1950 que surgiu a ideia do espaço comercial. As curvas da arquitetura e os vãos do prédio chamavam muito a atenção de quem passava pela rua. No começo, quem entrava, ainda poderia acompanhar um passeio artístico que mostrava os mosaicos dos pisos de cada andar.

A diversidade da galeria foi crescendo ao longo dos anos e as lojas de discos também ganharam espaço. Uma figura importante para a história da Galeria do Rock foi “Toninho da Galeria”, que ajudou para que o espaço ganhasse o visual undergroung que existe hoje.

Pela Galeria do Rock passa uma média de 510 mil pessoas todo mês.

Edifício Copan

Foto: Mapio

Para contrastar com as linhas retas dos prédios da cidade de São Paulo, Oscar Niemeyer se inspirou nas ondas do mar para desenhar um dos prédios mais tradicionais da cidade.

A construção aconteceu na década de 1950, mas a inauguração só veio em 1966 e o prédio tem 32 andares. Hoje o prédio é residencial e conta até com CEP próprio.

Avistar a selva de pedra do seu terraço é uma tarefa cobiçada por visitantes e moradores de São Paulo!

Esquina da São João com a Ipiranga

Foto: Camilo Coutinho

Eternizada na voz de Caetano Veloso que canta “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João”, o endereço tornou-se a esquina mais famosa de São Paulo. A “dura poesia concreta de tuas esquinas” de quem vive “outro sonho feliz de cidade” é, para muitos, símbolo do acolhimento e amor da metrópole, mesmo com a simplicidade de duas placas no alto de um poste.

A música foi escrita por Caetano em 1978 e o próprio autor diz que a tem como um hino da cidade.

 

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