O que faria você incluir uma cidade que não estava nos seus planos no seu roteiro? Uma cidade que não possui nenhum atrativo turístico do seu gosto para explorar? Uma cidade aliás, que você não saberia o que explorar, já que ela não é reconhecida pelas belezas naturais, histórica, culturais, nem gastronômicas.

O laço de uma amizade que pendura há mais de 20 anos é a única resposta que eu encontro para ter ido até Indaiatuba, no interior de São Paulo durante um final de semana.

Como já disse aqui antes, o blog ainda não é minha profissão número 1 e não posso desperdiçar as chances de folgas, feriados e grana com viagens que não sejam interessantes no ponto de vista de novos conteúdos. Mas quando se fala de amizade, essa premissa ficou de lado…

Saiba mais:

Tabata é minha amiga desde os cinco anos de idade. Estudamos juntas a vida toda, até que o ensino médio e a faculdade nos colocassem em caminhos diferentes. Em tempos não tão longes de tecnologia, soa estranho falar que nos comunicávamos por cartas, mas ainda mantemos essa tradição.

Alguns anos atrás ela se mudou para o interior, e eu continuei na Grande São Paulo. Houve épocas em que nos falávamos raramente. Há dias que não paramos de nos falar. E quando nos vemos é como se no dia anterior ainda compartilhássemos a carteira da escola de tão natural que flui a nossa conversa.

Ai entra mais um ponto interessante do que o universo das viagens é capaz de proporcionar: Tabata é bailarina é profissional e sempre dançou ao lado da Yara, uma menina da qual eu sabia da sua existência, mas não tinha contato. Nós duas, Yara e eu, fomos conversar melhor após a minha viagem para o Maranhão, quando ela me pediu dicas e acabou seguindo o meu roteiro.

E assim nasceu uma amizade por conta do amor em comum à Terra de Encantos! Certo dia, durante um café, combinamos de passar um final de semana em Indaiatuba para rever a Tabata, que andava meio sozinha por lá.

Sem fotos instagramáveis, preocupação com roteiros, stories, looks, embarquei na Rodoviária do Tietê.

No caminho, Yara e eu falamos tantas amenidades e rimos tanto que, na hora do desembarque sentimos um leve desconforto com os olhares dos passageiros da frente que, visivelmente, acompanharam as nossas conversas “comprometedoras”.

O nosso reencontro foi maravilhoso e Tabata se mostrou uma ótima anfitriã. O café da manhã se estendeu quase até o horário do almoço, haja vista a quantidade de assunto para se colocar em dia na mesa.

Tabata montou um roteiro, minuciosamente pensando nos horários de ônibus e escolheu a melhor maneira para que fossemos até Jagariúna, cidade próxima e (essa sim) famosa pelos passeios de Maria Fumaça.

 

Em um clima agradável de um restaurante instalado próximo da Estação Ferroviária, relembramos momentos da infância e adolescência.

Cantamos, fotografamos e, claro, passamos mais vergonha! Emendamos o barzinho com mais outro bar e “jacamos” nas sobremesas.

No dia seguinte passeamos despretensiosamente pela cidade e descobri uma Indaiatuba planejada, que preza pela qualidade de vida dos moradores e oferece bicicleta DE GRAÇA para todos.

Conheci uma cidade com parques em bom estado de conversação e jardim amplos onde as famílias se reúnem aos domingos.

Uma cidade que disponibiliza um parque aquático também gratuito para as crianças. Uma cidade que funciona e acolhedora.

Uma cidade que eu jamais enxergaria desta maneira despretensiosa se não fossem as amizades que me levaram até lá!

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