O que fazer em um dia em Curitiba

Publicado em 15 de abril de 2019

Jardim Botânico é considerado um cartão postal de Curitiba @meudestinoelogoali

Maiara Barbosa

Curitiba é uma cidade urbana com parques bem conservados. Em um final de semana é possível conhecer a grande maioria deles e, de quebra, o bairro Santa Felicidade – reduto da gastronomia curitibana – e também a produção artística e artesanal da cidade.

Para facilitar o deslocamento para quem tem pouco tempo na cidade, o ideal é os ônibus de turismo ou então os carros por aplicativos.

Ônibus de turismo x carro de aplicativo:

Em Curitiba o Uber funciona muito bem e, por se tratar de uma cidade pequena, onde os principais atrativos não ficam distantes uns dos outros, as corridas costumam ser baratas. Além de ser uma opção ideal para quem viajava em grupo pequeno, vale ressaltar que o tempo de visita em cada lugar segue o seu tempo: se gostou é só ficar mais, se não achou interessante, chama um uber!

Já o ônibus de turismo custa R$ 45 e o passeio dá direito a quatro paradas. O visitante pode descer, conhecer os locais e então esperar o próximo ônibus para embarcar. Na viagem feita com meus pais, financeiramente, compensou os gastos com o Uber ao invés do ônibus. Sem contar que, caso você não tenha se interessado por um determinado ponto, precisa, necessariamente, esperar o próximo ônibus. O que, para quem tem pouco tempo, pode ser crucial.

Parques

Ópera de Arame é palco de diversos espetáculos em Curitiba @meudestinoelogoali

Em apenas um dia, foi possível conhecer a Ópera de Arame, o Parque Tanguá, a Unilivre, o Parque Barigui e, por fim, o Jardim Botânico. O roteiro foi feito nessa sequência, sendo que o trajeto entre a Ópera de Arame e o Parque Tanguá foi feito a pé, em pouco mais de 20 minutos de caminhada por um bairro residencial.

Visitamos também a Torre da Panorâmica, porém, como o local estava muito cheio, não pudemos esperar para completar a visitação.

Saiba mais:

A Ópera de Arame foi inaugurada no ano de 1922 e recebe todos os tipos de espetáculo. Cantores como Roberto Carlos e a dupla sertaneja Fernando e Sorocaba já se apresentaram no espaço. Um dos nomes mais lembrados, porém, entre os cantores que já subiram ao palco da Ópera é o do tenor catalão José Carreras. No ano de 1993, quando Curitiba completava 300 anos, ele se apresentou junto com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

A estrutura chama a atenção por ter o teto transparente e tem a capacidade para receber mais de 1,5 mil pessoas.

Para chegar até a Ópera é preciso atravessar uma ponte, dentro do Parque das Pedreiras. O nome do local se deve ao fato que, no passado, o espaço abrigava uma pedreira. A mata nativa foi preservada em volta da Ópera de Arame e também existe um lago com escarpas e uma cascata de 10 metros.

Parque Tanguá conta com boa estrutura para os visitantes @meudestinoelogoali

A diversidade do Parque Tanguá é o que mais chama a atenção: espelhos d´água, mirantes, trilhas para caminhada, cascatas, dek com restaurantes e canteiros de flores.

Torre do Parque Tanguá proporciona vista para o lago da parte inferior do parque @meudestinoelogoali

Quem chega ao parque logo se depara com os jardins e canteiros de flores. A diante, fica o espelho d´água e as duas torres que são vistas ao fundo tem a entrada liberada.

Do alto delas é possível ver a parque debaixo do parque, com seus deks e a cascata.

O acesso pode ser feito por trilhas fáceis e sinalizadas em meio a vegetação.

Já próximo aos dek, o caminho é feito por passarelas de madeira e existem opções de mesas e de porções nos restaurantes.

 

Trilhas cortam vegetação nativa na Unilivre de Curitiba @meudestinoelogoali

Apesar da Unilivre não ser considerada um parque de Curitiba, a sua construção está ligada à preservação ambiental, assim como acontece nos parques da capital do Paraná.

A Universidade Livre do Meio Ambiente foi fundada em 1991 no Bosque Zaninelli. O caminho até o lago e as salas de aula são feitos por passarelas de madeira em meio às flores e árvores nativas. Os cursos oferecidos são voltados para o diálogo dos desafios do meio ambiente e também recebe eventos, além de contar com o ensino à distância.

Estrutura da estufa do Jardim Botânico de Curitiba possui climatização para conservar as espécies @meudestinoelogoali

Sem dúvida, um dos mais conhecidos cartões postais de Curitiba é o Jardim Botânico. Os tapetes de flores que o visitante encontra logo na entrada foram inspirados nos jardins franceses.

A concepção de um Jardim Botânico é abrigar coleções de plantas silvestres, raras, ameaçadas de extinção e que representem a flora local.

A estufa metálica abriga espécies botânicas da Floresta Atlântica e foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, do século XIX. Feita de ferro e vidro, ela possui climatização para conservar as espécies.

Dentro do Jardim Botânico e seus gramados, vale a visita até o Jardim das Sensações. Em pouco mais de 200 metros é possível conhecer plantas com diferentes texturas, formas e aromas.

Para valorizar ainda mais o contato com a natureza, existe a opção de se fazer o passeio com os olhos vendados. As visitas são livres, de terça a domingo, das 9h às 17h, mas também podem ser agendadas.

Jardim das Sensações é um dos pontos que vale a visita no Jardim Botânico de Curitiba @meudestinoelogoali

Santa Felicidade

Nada mais sugestivo o nome “Santa Felicidade” para um bairro tranquilo onde estão os melhores restaurantes da cidade, não é mesmo? A região se tornou um reduto italiano que, no final do século XIX avançou na atividade comercial voltada à gastronomia.

O restaurante mais famoso deles é o Madalosso, que abriu as suas portas em 1963. De tão requisitado, a melhor maneira de garantir uma mesa é fazendo uma reserva antecipada.

Menos concorrido que o Madalosso, mas com sabor tempero inquestionável está a Casa dos Arcos. O cardápio oferece pizzas e outras massas, além de carnes, peixes, queijos e doces.

 

Bairro da Santa Felicidade é conhecido por ser o polo gastronômico de Curitiba @meudestinoelogoali

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