Uma das primeiras coisas que eu ouvi quando cheguei na Europa é que “todos os caminhos levam a Santiago de Compostela”. Sendo assim, desde sempre eu soube que, mais cedo ou mais tarde, este seria um destino inevitável durante minha estadia pelo continente. E que bom! porque Santiago de Compostela é um ótimo destino para se visitar e não é preciso mais que um dia para conhecer esta pequena cidade da Galícia.

Santiago de Compostela é mundialmente conhecida porque todos os anos centenas de milhares de peregrinos caminham em direção à Catedral que dá nome a cidade. É a mobilização da fé que faz com que muitas pessoas saiam da França, Portugal e outras cidades da Espanha e atravessem seus países através das inúmeras rotas existentes e que levam à cidade mais visitada do território Espanhol.

O caminho mais tradicional, segundo a história, é o caminho francês. Por isso, em 1993, a UNESCO incluiu esta rota na lista de patrimônios mundiais, o que o tornou ainda mais famoso e sinônimo da manifestação da fé na Europa.
Fazer o caminho de Santiago é, para muitos, o maior desafio de devoção e privilégio da vida. Isso porque, segundo conta a história, a catedral abriga os restos mortais do Apóstolo Tiago, um dos discípulos de Jesus.

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Mas, para quem dispensa fazer uma caminhada, existem outras opções de transporte que nos deixam bem perto da Catedral e isso não diminui a contemplação e satisfação de ver a igreja e aproveitar a cidade. Para quem pensa em conhecer este destino, recomendo pesquisar passagens pela empresa Flixbus, porque sempre tem algumas promoções e, com sorte, assim como eu tive, é possível encontrar passagens por 2 euros ida e volta!

Antes de falar sobre a famosa igreja em estilo gótico e dar uma volta pela cidade, engana-se quem pensa que a Catedral é a única opção turística de Santiago – apesar de ser a mais conhecida. A pequena cidade, que é a capital da região da Galícia, oferece opções de parques, bons restaurantes, museus, bares e até uma noite movimentada com barzinhos e baladinhas.

Catedral de Santiago de Compostela

Independente da religião ou fé de cada um visitar a Catedral de Santiago – ou apenas ficar ao lado de fora contemplando sua fachada – é algo indescritível. Isso porque a igreja, construída entre os séculos XI e XIII e que apresenta diferentes etilos arquitetônicos (como o barroco, o gótico e o românico), é riquíssima em detalhes. Não é à toa que a Catedral é considerada uma das mais lindas da Espanha.

Mas a grandiosidade da fachada é apenas uma mostra de tudo o que ela oferece em seu interior. Por dentro ela é composta por, aproximadamente, 14 capelas. Quase todas trabalhadas em madeira, ouro, ou banhada a ouro. Mas a Capela mais notável, certamente, é a Capela das Relíquias, onde supostamente estão os restos mortais de Santiago e o panteão real onde estão enterrados alguns membros da família real espanhola.

Centro Histórico

Caminhar pelo centro de Santiago de Compostela é como se pudéssemos andar numa típica cidade medieval. Ruelas estreitas, com edifícios em pedra, além dos calçamentos e ruas acidentadas com pedras seculares contribuem para esta sensação.

Muito comum, algumas ruazinhas estreitas direcionam para os mesmos lugares, formando uma espécie de labirinto, cuja a direção podemos seguir através de flechas pintadas ou talhadas em pedra que apontam sempre para a direção da Catedral.

O centro histórico ou “Casco Antiguo”, em galego, assim como os caminhos de Santiago, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1995.

Parque de Santo Domingo de Bonaval

Santiago de Compostela tem alguns parques, mas o que mais se destaca ao meu ver é o parque Bonaval. No alto de uma colina na parte histórica da cidade o lugar oferece uma vista privilegiada de toda Santiago e, principalmente, da Catedral.

Ele é bem conhecido por ser próximo ao tradicional caminho francês que leva os peregrinos à cidade e também por estar perto do Museu do Povo Galego. Cercado por árvores de diversas espécies, fontes e bancos espalhados por todos os lados, o parque é um bom lugar para relaxar, caminhar e fazer piquenique.

Praça de Obradoiro e Hospital dos Reis Católicos

A Praça de Obradorio é conhecida por ser o marco zero de Santiago de Compostela, onde todas as rotas advindas de outras cidades e países terminam. O lugar é movimentado por ser ponto de encontro e descanso dos peregrinos, e não muito difícil é ver pessoas comemorando o término da caminhada ou descansando pelo chão.

Esta praça abriga também o prédio Hostal (ou hospital) dos Reis Católicos, uma construção de 1499 muito rica em sua arquitetura, construída a pedido dos Reis Católicos da época para servir de hospital para que pudesse atender os peregrinos que precisassem de cuidados médicos no término da caminhada. Desde os anos 1950, a estrutura foi convertida em hotel de luxo.

Museu do Povo Galego

A história e memória da região da Galícia estão guardada no Museu do Povo Galego. O espaço que já funcionou como convento no passado, o Convento de San Domingos, desde 1977 oferece algumas exposições permanentes que contam da cultura galega, com temas que passam pelo vestuário da época, música, artes plásticas, memórias e tradições registradas em arquivos, uma variedade de peças que nos fazem mergulhar no passado desta região da Espanha.

Noite em Santiago de Compostela

O entardecer na cidade já vai revelando uma outra Santiago de Compostela. Restaurantes, bares e barzinhos começam a ganhar novas cores com suas luzes amareladas, que refletem em suas ruelas e prédios de pedras. Mesmo em um entardecer mais frio, na frente das sorveterias formam filas para quem deseja experimentar o famoso xeados (sorvetes) galegos.

Aliás, o que não pode ficar de fora do passeio pela cidade é experimentar a tradicional Torta de Santiago de Compostela. Uma espécie de bolo feito com amêndoas bem fofinho, polvilhado com o açúcar que é responsável por gravar em cima da massa a cruz de Santiago de Compostela.

Já os barzinhos da cidade oferecem uma variedade de tapas espanholas (pequenas entradas) ideais para acompanhar um bom vinho ou a conhecida cerveja da região da Galícia, a Estrella Galicia. Há também muitas opções de bares que funcionam como uma espécie de baladinha, com muitas luzes coloridas, músicas eletrônicas e regaetton, e o melhor: não é preciso pagar para entrar, sendo possível conhecer vários numa noite. Isso faz com que a noite em Santiago de Compostela seja ainda mais divertida.

 

Eduardo Faria tem 31 anos e é jornalista. Morando na cidade de Braga, em Portugal, desde 2018, conquistou o título de especialista em Comunicação e Investigação pela Universidade do Minho e é estudante de mestrado.

Aquariano e ansioso, passou a viajar pela Europa desde o início do intercâmbio e sonha em dar a volta ao mundo.

 

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