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Fernando de Noronha: como economizar com passeios e alimentação

Se tem um lugar neste planeta que eu jamais imaginava que fosse pisar um dia, por conta da fama de ser caro, esse lugar se chama Fernando de Noronha. Mas, por uma junção de destino & oportunidades que a vida nos apresenta, em 2024 me vi comprando passagens pra ilha paradisíaca que pertence ao estado de Pernambuco!

Neste post vou detalhar quais são os valores das taxas, como fui parar lá e, por fim, trago as dicas para economizar!

Por que Fernando de Noronha tem a fama de ser um destino caro?

Antes de apresentar aqui os valores das taxas vigentes em Fernando de Noronha, é importante deixar claro que estamos falando em uma ilha que fica a 545 km de distância de Recife e 477 km de João Pessoa, na Paraíba, (duas cidades do continente mais próximas e que possuem voos pra lá). Somente com essas distâncias já podemos perceber que a logística do trajeto não é simples, correto?

O único acesso para visitantes é através de avião. Além disso, tudo o que se consome na ilha vem do continente: frutas, verduras, carnes, água, produtos de limpeza e até materiais de construção. As mercadorias são trazidas de avião ou de navio, numa viagem que pode durar até três dias! Por conta disso, o transporte das mercadorias é caro e o valor da viagem precisa ser repassado ao consumidor final…

Fernando de Noronha, por muitos anos, foi considerado um destino exclusivamente de luxo – o que foi mudando nos últimos tempos (e já já eu te explico o porquê). Por isso, a ilha conta com hospedagens cinco estrelas e restaurantes renomados.

Além do alto preço da hospedagem e alimentação, estando em Fernando de Noronha, é obrigatório o pagamento de algumas taxas. A taxa que você não consegue fugir é a TPA: Taxa de Preservação Ambiental, que tem como objetivo preservar os ecossistemas e a biodiversidade do arquipélago.

O pagamento da TPA é progressivo, de acordo com a quantidade de dias que você vai permanecer na ilha. Ou seja, quanto mais dias durar a sua viagem, mais caro será a TPA.

Hoje, em 2026, ela custa R$ 105,79 por dia. Você pode pagar antecipado, pela internet, ou então, no momento do desembarque do aeroporto. Lembrando que o pagamento não pode ser parcelado no cartão de crédito.

Outra taxa aplicada no arquipélago é o ingresso ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. O ingresso dá acesso às mais famosas praias da ilha, que estão dentro da área de preservação do Instituto Chico Mendes (ICMBio), como a Praia do Sancho, Baía dos Golfinhos, Baía do Sueste, Praia do Atalaia e Baía dos Porcos.

Confira aqui quais praias são obrigatórias o pagamento:

Baía do Sueste Ponta das Caracas Praia da Caieira
Baía dos Porcos Enseada do Abreu* Trilha Pontinha Caieira*
Forte São Joaquim do Sueste Praia do Leão Baía dos Golfinhos
Trilha do Capim Açu* Praia da Atalaia* Morro São José*
Praia do Sancho Pontos de mergulho autônomo *Atrativos que precisam de agendamento.

A taxa custa R$ 192 (para brasileiros) e R$ 384 (para estrangeiros), com validade de dez dias. Ou seja, após apresentar o ingresso no primeiro dia para acessar a área do Parque Nacional, você ainda pode retornar aos atrativos por mais nove dias.

Como fui parar em Fernando de Noronha?

Diante de todas essas explicações, fica claro a minha surpresa, com a minha própria capacidade, em arcar com todos esses custos, não?!
Pois é nesse momento que entra o fator “sorte”, aliado com o quesito “contatos”! Eis que meu primo Danilo é engenheiro e viaja o Brasil acompanhando obras. Entre as cidades por onde ele já passou, teve uma temporada na ilha.

Com isso, enquanto morador, ele conheceu muita gente de lá, que nos concedeu descontos e outras regalias durante nossa viagem. A hospedagem, inclusive, foi 0800!

Como economizar em Fernando de Noronha?

Mas, caso você não tenha essa mesma sorte de ter um conhecido na ilha, reuni algumas dicas para que você possa tentar baratear um pouco a viagem e conhecer Fernando de Noronha!

Começando pela hospedagem: atualmente existem opções de hostels na ilha, com valores entre R$ 150 e R$ 200 a diária, por pessoa. Alguns estabelecimentos, inclusive, oferecem uma modalidade de free water (água à vontade) mediante o pagamento de uma taxa (em 2024, custava R$ 30). Por mais que pareça um pouco absurdo a modalidade, aposte nessa saída, já que uma garrafa de água de um litro pode custar mais de R$ 15 em qualquer mercadinho da ilha.

Na hora de montar a sua bagagem, considere preparar uma malinha com alimentos que você pode preparar facilmente na cozinha do hostel. Conheci uma viajante que despachou uma mala pequena com frutas, macarrão, sardinha em lata, bolachas e sucos. Com menos de R$ 150, do valor habitualmente cobrado pro despachado de bagagens pequenas em voos nacionais, você pode garantir o café da manhã e a janta dos seus dias em Fernando de Noronha.

Outra dica relacionada à alimentação é procurar pelos restaurantes por quilo, ou com prato executivo/marmitas mais em conta. Saindo do centrinho da vila, é possível achar estabelecimentos onde o preço da marmitex gira em torno de R$ 40.

Saiba mais:

Na hora de escolher os passeios, opte pelas opções do compartilhado. Os passeios mais tradicionais da ilha são:

Ilha Tour

Esse passeio tem duração de quase um dia inteiro e passa pelos principais cartões postais da ilha, como as praias do Sueste, Leão, Porto, Sancho e Cacimba. Essa é uma ótima alternativa para conhecer, de uma vez só, as praias que fazem parte do Parque Nacional de Fernando de Noronha e ficam mais afastadas do centro da ilha.

Além disso, o passeio tem parada no Mirante do Fortinho do Boldró e a Ponta da Air France.

Passeio de barco

Além de avistar as praias de um outro ângulo, é uma oportunidade de contemplar o pôr do sol e avistar a vida marinha. Uma surpresa que nos deixou felizes durante o passeio de barco foi a refeição servida à bordo (peixes, frutas e outras carnes) – o que, para nós, já se tornou um “almo-janta”.

Canoa havaiana

O passeio acontece pela manhã e a promessa é avistar golfinhos, além de passar por outros pontos turísticos da ilha, como o Buraco do Rugido do Leão. A fenda em uma rocha, que fica de frente pro mar, emite um barulho que se assemelha ao rugido do felino quando as ondas do mar batem nas pedras.

Para esses passeios, caso você tenha seu próprio equipamento de mergulho (óculos, máscara e pé de pato), leve contigo na mala pra evitar ter que pagar o aluguel!

Por fim, mas não menos importante, a dica mais valiosa pra conhecer Fernando de Noronha sem gastar muito é usar a viação canela! Pra quem gosta de caminhar, é possível percorrer algumas estradas da ilha e passar pelas praias da região conhecida como “Mar de Dentro”.

Essas praias, além de fácil acesso pra quem está hospedado no centro, não fazem parte da área do Parque Nacional de Fernando de Noronha, em que é necessário apresentar o ingresso cobrado pelo ICMBio.

Nessa lista estão a Praia do Porto, Praia do Cachorro, Praia do Meio, Praia da Conceição, Praia do Boldró, Praia dos Americanos e a Praia do Bode. Todas elas, em comum, oferecem um mar de água calma e cristalinas.

A Praia do Cachorro, mais próxima do Centro, é onde fica o famoso Buraco do Galego: uma pequena piscina natural que se formou entre rochas na beira da praia!

Já a Praia da Conceição, inclusive, na minha modesta opinião, é a mais bonita da ilha por conta das águas transparentes de tão cristalinas, o contato com a vegetação nativa e a vista privilegiada do Morro do Pico.

Mesmo com todas essas dicas para economizar, se dê ao luxo e permita-se ter uma experiência em algum bar ou restaurante da ilha. Garanto que as economias pra viver esse momento valerão muito a pena!

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