8 DIAS PELA CHAPADA DOS VEADEIROS

Publicado em 18 de outubro de 2017

Maiara Barbosa

A Chapada dos Veadeiros abrange diversos municípios, mas as principais atividades estão concentradas em Alto Paraíso, que engloba a Vila de São Jorge, e também Cavalcante, onde fica a famosa Cachoeira de Santa Bárbara. É em São Jorge também a porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Além de cachoeiras, o local reserva um clima místico e uma boa culinária para se aproveitar. Durante oito dias, deu para conhecer muita coisa, mas de longe, digo que não foi o suficiente para vivenciar tudo o que a região tem para oferecer.

Veja mais:

Guia, agência ou sozinha?

No último post dei falei sobre a importância de se contratar um guia. Como fiz a viagem sozinha, optei por contratar os serviços de guias através da Alternativas Ecoturismo (Não, isso não é um publi! Sabe aquela história de ‘o que é bom a gente indica?’ rs). Os pacotes oferecidos por eles incluem transfer de Brasília ou Goiânia, hospedagem com café da manhã, lanche nas trilhas, transporte para as cachoeiras, taxas de visitação das cachoeiras que são cobradas, almoço tardio e a amizade dos guias.

Cheguei a cogitar a possibilidade em fazer tudo por conta, mas, colocando na ponta do lápis, nas minhas condições – sozinha e sem carro, não compensaria. Se contratasse guias “avulsos” eles cobrariam também o valor do aluguel do carro e não teria mais com quem dividir os gastos.

Talvez em grupos, seja interessante alugar um carro em Brasília e encontrar com o guia na Chapada. Como também já disse antes, algumas cachoeiras não exigem a presença do guia, mas o aprendizado que você tem com eles vale a pena.

Particularmente falando da Alternativas, gostei das “manhas” dos guias para que a gente pudesse aproveitar ao máximo todos os atrativos. Saíamos cedo para chegar primeiro nas cachoeiras, poder curtir e garantir fotos sem muita gente por perto. Em alguns dias, trocamos a ordem dos passeios, já que o pessoal sabia qual lugar ficava mais movimentado em cada dia da semana.

A própria Alternativas oferece de sete dias de passeios, como o meu, mas também tem opções para precisa fazer uma viagem mais curta. Ainda por conta fiz a trilha do Mirante da Janela e trocamos a cachoeira das Almécegas por Macaquinhos, além de incluir Santa Bárbara e Loquinhas.

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Se você está pensando em conhecer a Chapada, espero que esse roteiro te ajude:

1° dia: MIRANTE DA JANELA

Nas trilhas da Chapada dos Veadeiros, flores do Cerrado são vistas pelo caminho

Haja disposição! A trilha é pesada ao longo de 10 km de muitas subidas e descidas ingrimes. Vi gente passando mal por queda de pressão e precisei parar algumas vezes para recuperar o fôlego. O lado bom foi que, fazer o Mirante logo no primeiro dia, me deixou preparada para qualquer desafio que viria. Sem contar também que a vista recompensa cada esforço, cada tropeção, escorregão e as vezes em que pensei em desistir.

O lugar recebe esse nome devido ao encaixe de pedras que se assemelha a uma janela e, dependendo do ângulo que se vê, é possível avistar as cachoeiras do Salto do Rio Preto ao fundo. Fomos no fim da tarde e ainda fomos agraciados com um dos mais belos pores do sol que eu já vi.

2° dia: MORADA DO SOL, RAIZAMA E VALE DA LUA

Depois do café da manhã, seguimos de carro por 10 km até o Espaço Infinito, onde se dá início a trilha para a visitação da Morada do Sol. São 2,5 km (ida e volta) de caminhada leve. Em seguida, o caminho passa pelo Salto do Raizama e o Cânion do Rio São Miguel. São 3 km de caminhada (ida e volta) e, parte da trilha, segue beirando o Córrego Raizama e a borda do Cânion São Miguel. O grau de dificuldade é leve/médio.

Depois de um descanso para o lanche, o deslocamento foi para o Vale da Lua, o atrativo mais visitado da Chapada. O Rio São Miguel percorre um trecho de cerca de 1 km entre rochas esculpidas pelas águas durante milhares de anos, formando piscinas e inúmeras duchas. A caminhada é de 1,2 km (ida e volta) e o grau de dificuldade é leve.

3° dia: SALTOS DO RIO PRETO

A trilha é dentro do Parque Nacional. Além dos Saltos do Rio Preto, de 120 metros, o passeio ainda passa pela Cachoeira do Garimpão de 80 metros. Esses dois locais foram os primeiros atrativos a serem visitados na Chapada na década de 80 e se tornaram um cartão postal. Na caminhada são 12 km (ida e volta) por antigas trilhas usadas por garimpeiros na época de exploração do cristal na região. Inclusive, no caminho, ainda existem alguns garimpos desativados. O grau de dificuldade é médio/pesado.

 

4° dia: CÂNION DO RIO PRETO, CARIOQUINHAS E JARDIM DE MAYTRÉA

A caminhada segue novamente pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O Cânion do Rio Preto é uma garganta de pedras por onde escorrem as águas do Rio Preto, que formam poços de até 20 metros de profundidade. Depois de uma parada para se refrescar, no período da tarde, o caminho segue para as cachoeiras das Carioquinhas. As quedas se espalham em forma de anel com mais de 20 metros de largura.  Ao todo, são 12 km de caminhada (ida e volta) e o grau de dificuldade é médio/pesado.

Nesse mesmo dia, no final da tarde, antes da mudança de acampamento da Vila de São Jorge para Alto Paraíso paramos no Jardim de Maytréa. Os morros da Baleia e da Palha Virada servem de cartão postal da Chapada, junto aos buritis e a Serra da Santana, vista ao fundo.

5° dia: CACHOEIRA DE SANTA BÁRBARA, CAPIVARA E MIRANTE NOVA AURORA

Para chegar até o município de Cavalcante, mais precisamente até o Povoado do Engenho, são 130 km, sendo 30 km em estrada de terra. Lá fica o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga. O Quilombo Kalunga foi formado há mais de 300 anos e é reconhecido como remanescente de quilombos pela Fundação Palmares. Em 272 mil hectares, ele abriga cerca de 8 mil afrodescendentes. Os Kalungas mantiveram suas tradições e costumes preservados.

O principal povoado é a comunidade do Engenho II, onde fica a Cachoeira Santa Bárbara. O Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga é uma área de proteção e 93% do seu território continua intacto.

Para chegar até a Cachoeira de Santa Bárbara são 8 km e a recompensa no final é encontrar os poços de água cristalina. Já a Cachoeira da Capivara conta com uma cachoeira ao fundo e uma pequena cascata.

Na volta, ainda paramos no Mirante Nova Aurora onde é possível se ter uma noção da imensidão do Cerrado. Numa visão quase de 180 graus, é possível observar as formações rochosas das Chapada.

6° dia: CATARATAS DOS COUROS E CACHOEIRA DA MURALHA

O destino da vez é a Serra de São Vicente, que fica a 53 km de Alto Paraíso. Este é um trecho do Rio dos Couros em área particular, com várias cachoeiras, quedas, corredeiras e poços para nadar. A primeira parada é a Cachoeira da Muralha, com água mais quente e poço de areia. São 150 metros de extensão e 15 metros de largura com quedas d´água.

Depois de 2 km de trilha, em nível médio de dificuldade, margeando o Rio dos Couros está a Cataratas dos Couros. Além dos poços rasos para banho, muitos aventureiros se arriscam em pular das pedras para avistar as cachoeiras “escondidas” na parte debaixo da Catarata.

7° dia: MACAQUINHOS E MIRANTE PARANÃ

As Cachoeiras do Macaquinhos são um complexo de sete quedas durante uma trilha pesada. Existe até uma cachoeira exclusiva para a prática de nudismo. A dica é percorrer o caminho até o final e, depois, voltar fazendo as paradas nas cachoeiras.

8° dia: LOQUINHAS

Loquinhas está apenas a 4 km de distância do centro de Alto Paraíso. É um verdadeiro Santuário Ecológico, de fácil acesso, já que todas as trilhas são percorridas em passarelas de madeira. A principal característica é o tom verde esmeralda das águas. São sete pequenas piscinas, abastecidas pelas cachoeiras de pequena queda. São 3 km (ida e volta) de caminhada fáceis de serem percorridos.

 

 

Valores de entrada nas cachoeiras*:

  • Vale da Lua: R$ 20
  • Santa Bárbara: R$ 20 (obrigatório guia)
  • Macaquinhos: R$ 30 (R$ 60 com camping)
  • Loquinhas: R$ 25

(*valores referentes à outubro de 2017)

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