Aldeia do Imigrante: o lugar onde as tradições alemãs se encontram em Nova Petrópolis

Publicado em 12 de setembro de 2018

Maiara Barbosa

Em meio ao jardim de árvores grandes e sinuosas, que encobre os raios de luz do Sol e divide espaço com plantas rasteiras ao redor do lago, as casas no estilo germânico vão surgindo na Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis. Muito mais do que construções no estilo enxaimel, o lugar preserva a cultura dos povos que colonizaram a região a partir de 1870.

O orgulho e o respeito pelas tradições é tão forte na Aldeia do Imigrante, que as casas que ali estão expostas foram retiradas de diversas áreas da cidade e reconstruídas no parque para que todos pudessem conhecer mais sobre o modo de vida dos alemães e seus descendentes. Esse transporte das casas só foi possível pela técnica enxaimel, que funciona com esqueleto de grossas toras de madeira e “enchidas” com madeiras disponíveis na região.

Doces e salgados são preparados em fogão de lenha @meudestinoelogoali

São mais de 15 espaços que contam, de diferentes, maneiras a cultura, a gastronomia e a música alemã.

A casa onde hoje funciona a cantina veio da comunidade Arroio da Paixão e pertenceu a família Gerke, tradicional na fabricação de cerveja alemã. Os armazéns de antigamente, além de venderem as mercadorias básicas, também eram utilizados como salão de bailes.

É de um antigo fogão que os descentes de alemães produzem doces e salgados típicos, como a cuca, o pão com linguiça e o waffer.

A Capela do Imigrante é ecumênica, já que os alemães eram protestantes e católicos, em Nova Petrópolis, tiveram que dividir o espaço para suas orações. Quando era o momento do culto dos protestantes, imagens de santos e adornos católicos eram retirados e assim acontecia ao contrário também. A capela veio do distrito de Linha Araripe e foi construída em 1875. Até hoje ela é usada para os cultos e casamentos.

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Capela era dividida por protestantes e católicos @meudestinoelogoali

Dentro da comunidade alemã, o professor era uma figura de destaque, por isso, sua casa se diferenciava das outras. Em muitos casos, o professor só tinha estudo até o 4º ou 5º ano e tinha a missão de ensinar as crianças de idades diferentes em uma mesma sala de aula.

Casa do Professor recebe destaque na Aldeia do Imigrante @meudestinoelogoali

As escolas comunitárias foram a saída que os imigrantes encontraram para suprir a ausência do estado na educação no início da colonização. As aulas eram em alemão e a escola, que veio da comunidade de Linha Temerária, foi construída pelos próprios imigrantes. O chão e as carteiras são de madeira. Em cada uma das mesas fica um tinteiro, já que as lições eram feitas com caneta de pena.

Com sorte, é possível encontrar grupos de músicos se apresentando no palco. Na Aldeia do Imigrante também são vendidas roupas e outros objetos que lembram a colonização alemã.

O Parque da Aldeia do Imigrante fica na Avenida 15 de Novembro, 1966 – Centro. O telefone de lá para você se informar sobre os horários de visitação e os ingressos é o (54) 3281-1254.

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10 Comments

  1. Luisa Galiza

    Nossa que bacana!! Cheguei a sentir o cheiro da comida alemã… Que delicia.. E que bacana essa coisa das escolas comunitárias hein? Gostei de saber!

  2. Liany A Garves

    Nossa que delícia! Eu já trabalhei muito pelo Sul mas nunca conseguir ir lá pra passear mesmo e aproveitar de verdade! Adoro a culinária alemã e tenho certeza que deve ser uma delícia conhecer esses cantinhos. Adorei as dicas e já vou tentar me programar pra conhecer!

  3. Ainda não tinha lido sobre essa aldeia. Parece um lugar para mergulhar mesmo na cultura Alemã. Uma capela ecumênica, onde o respeito prevalece independente da crença de cada um, parece tão distante da nossa realidade, né?

  4. que legal!! não conhecia esse cantinho! Já fiquei de olho na comida alemã que eu amo demais.. também acho um charme essa arquitetura! adorei saber sobre esse lugar

  5. Suzy Freitas

    Faz muito tempo que estive no Rio Grande do Sul e não conheci essa aldeia. Fiquei impressionada com o cuidado em preservar as raízes alemãs com o transporte das casas para a aldeia. Nunca imaginei que a construção no estilo enxaimel possibilitasse essa mudança de lugar da construção. Super informativo o post!

  6. Thayz Figueirêdo

    Que interessante esse esquema da escola comunitária. Muito bacana essa preservação da comunidade alemã. E a comida hein?! já deu vontade kkk

  7. silvia carvalho

    Essa vila de imigrantes é realmente muito legal e quem vai à Nova Petrópolis não pode deixar de visitar mesmo! Fiquei com um gostinho de quero mais vendo o seu post! No próximo ano devo voltar à serra gaucha e não vou deixar de ir!

  8. Já fomos algumas vezes a Serra Gaúcha e acabei não indo até Nova Petropólis, mas da próxima vez irei e irei até essa aldeia linda. Que exemplo eles nos deixam dando valor aos professores e compartilhando o mesmo espaço entre os católicos e evangélicos.

  9. Amo visitar lugares típicos que respiram cultura! A arquitetura também é toda linda, e ao meu ver, romântica.
    Pena que os professores não possuem lugar de destaque na missa cultura . Qual é a melhor época para visitar Nova Petropolis?

  10. Adoro a cultura e a arquitetura alemã! Quando comecei a ler achei que fosse Petrópolis aqui na serra do Rio, mas depois percebi que é no RIo Grande do Sul, né?Dá para conjugar com outras cidades? Me deu a maior vontadinha de conhecer!

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