No Centro Histórico de Santos, um passeio de bonde é um convite ao passado, mais precisamente ao século XX quando a cidade vivia movimentada por conta das negociações na Bolsa do Café e das exportações no Porto de Santos.

Hoje há duas linhas de passeios de bonde na cidade: a Linha Turística do bonde e o Bonde do Café, um modelo mais moderno que retrata a influência do comércio do café no desenvolvimento da cidade de Santos. Atualmente, por conta da pandemia do coronavírus, o passeio do Bonde do Café está suspenso.

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Linha Turística do Bonde de Santos

A viagem inicia-se na Estação do Valongo, um prédio do ano de 1867. O passeio no bonde elétrico dura cerca de 40 minutos. Um dos modelos de bonde é o reboque com capacidade para 42 passageiros – o que faz dele o maior em circulação na cidade.

O modelo é uma adaptação do antigo bonde aberto da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, que hoje está em exposição na cidade de Campos do Jordão.

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Há outros bondes também disponíveis para o passeio vindos da Escócia, Portugal e Itália que foram produzidos entre os séculos XIX e XX. Para tornar a viagem ao passado ainda mais real, os motorneiros e os condutores roupas semelhantes ao uniforme original da época em que os bondes eram o principal meio de transporte de Santos.

Trajeto da Linha Turística do Bonde de Santos

Ao sair da Estação Valongo, o passeio começa margeando as ruínas dos antigos armazéns do Porto de Santos. Guias de turismo acompanham a viagem e apresentam os principais os turísticos da cidade, que tiveram importância na história de Santos.

Na Praça Barão do Rio Branco, por exemplo, fica o Pantheon dos Andradas – prédio que guarda os restos mortais de José Bonifácio, conhecido como o “Patriarca da Independência”.

Ali também estão as construções da Igreja e Convento do Carmo, o Arsenal da Marinha e a antiga Casa de Câmara e Cadeia.

Outro ponto pelo caminho do bonde é o Outeiro de Santa Catarina, que marca o local de fundação da cidade de Santos. Na topo do pequeno morro foi erguida a primeira capela dedicada à Santa Catarina de Alexandria no país. Escravos que fugiam das fazendas de café se abrigavam ali também.

Hoje no espaço ao lado funciona a Fundação Arquivo e Memória de Santos e a Cinemateca Municipal.

Foto: Francisco Arrais

O passeio continua pelo Edifício da Alfândega, que hoje abriga o Museu do Confrafeito, onde estão expostas diversas mercadorias falsificadas apreendidas no Porto de Santos, como bolsas, tênis e relógios.

O Edifício da Alfândega, por si só, já vale uma visita especial pela beleza de sua arquitetura com mais de 90 janelas.

O café está presente em desenho das grades das janelas e, pra isso, foram utilizados mais de 44 mil quilos de ferro na decoração do prédio. Além disso, o prédio também possui imponentes pilastras e escadarias em mármore importado, belos lustres, afrescos e vitrais.

Foto: A Tribuna

As torres da Catedral de Santos chamam a atenção em quem segue o passeio pelo bonde. A catedral começou a ser construída em 1909, mas concluída só em 1967.

Na fachada, estão duas imagens de São Pedro e São Paulo, além das representações dos profetas e outros santos da igreja católica.

Foto: Isabela Carrari

O maior teatro de Santos, o Teatro Coliseu, também está no roteiro da Linha Turística do Bonde de Santos. O prédio tem estilo eclético e conta com requintes de decoração o colocaram na lista dos melhores do país.

Lá foi o palco da estreia do cinema falado na cidade, em 1929, e o Teatro Coliseu já recebeu diversos musicais, concertos, óperas, peças teatrais e outros espetáculos de companhias nacionais e internacionais. Depois de um período de abandono, ele foi recuperação e reabriu suas portas em 2006.

Antes de caminhar para a reta final do passeio, o bonde passa também pela Rua do Comércio e dali é possível avistar a antiga Bolsa do Café, que hoje abriga o Museu do Café.

A Rua do Comércio já serviu de cenário para a gravação de novelas de época por reunir os prédios mais preservados do Centro Histórico da cidade. Ali fica a Casa de Frontaria Azulejada, construída em 1865.

O prédio, que serviu de residência e armazém do comendador português Manoel Joaquim Ferreira Netto, abriga os únicos exemplares de azulejos portugueses em relevo e pintados à mão. Hoje o espaço recebe exposições, eventos e espetáculos culturais.

História dos bondes em Santos

A história dos bondes em Santos começou em 1871, quando os veículos ainda eram puxados por burros e havia um único trajeto: do centro de Santos até a Barra do Boqueirão. Já em 1909 chegaram os primeiros bondes elétricos.

A viagem inaugural aconteceu no dia dia 28 de abril de 1909 até o município vizinho de São Vicente, pela praia.

Os bondes continuaram como meio de transporte na cidade até o ano de 1971, quando deram lugares aos ônibus, e atualmente voltaram a circular no Centro Histórico para as linhas turísticas.

Bondes de Santos: onde comprar ingressos e horários

Os ingressos são comprados na bilheteria em frente à Estação Valongo, dentro do prédio que abriga o Museu do Pelé. O valor é de R$ 7*. As saídas acontecem de hora em hora, entre às 12h e às 16h, de quinta a sexta-feira e aos domingos. Aos sábados, o Bonde de Santos opera nos seguintes horários: das 12h às 16h10 com saídas a cada 50min (12h, 12h50, 13h40, 14h30, 15h20 e 16h10).

A Estação do Valongo fica no Largo Marquês de Monte Alegre, no Centro Histórico. O telefone para mais informações sobre o passeio é o 0800-8813887.

*valores referentes à janeiro de 2020

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