Mochileiro que se preze prepara uma playlist especial para cada viagem e se delicia com as canções enquanto observa a paisagem da janela do ônibus (mas pode ser da poltrona do avião também!). Para os dias em que não estamos viajando, existem algumas músicas que são capazes de nos teletransportar para lugares que já conhecemos, ou que ainda estão na nossa lista de desejos, que nos remetem boas lembranças, sensações e experiências já vividas.

Já disseram que a melhor parte da viagem é a expectativa para que ela aconteça e seus preparativos. Por isso, para te ajudar, reuni 12 músicas brasileiras que despertam em mim a minha maior e melhor vontade: colocar a mochila nas costas e conhecer o nosso país! De quebra, aproveitei para contextualizar algumas experiências que cada uma delas já foi capaz de me proporcionar.

Atenção: a execução em excesso das canções a seguir pode provocar o desejo de uma viagem repentina!

A vida do viajante – Luiz Gonzaga

Foi no caminho para o aeroporto de Salvador, etapa final de uma viagem de 13 dias, que tinha começado por Ilha Grande e seguiu para o Rio de Janeiro, que me identifiquei com a letra da música cantada pelo mestre Luiz Gonzaga.

Não que eu ainda não tivesse ouvido o clássico do Rei do Baião, mas, naquele momento, os versos “Minha vida é andar por este país, pra ver se um dia descanso feliz” fizeram ainda mais sentido na minha vida. A sabedoria de Luiz Gonzaga para cantar sobre o sertanejo também reflete muito a vida do viajante, do mochileiro, que segue “guardando as recordações, das terras onde passei, andando pelos sertões, e dos amigos que lá deixei.”

Além do horizonte – Roberto Carlos

Minha mãe é fã de Roberto Carlos e nem me lembro qual foi a primeira vez que ouvi esta música ou quando aprendi a cantar, já que ela sempre fez parte do repertório de casa. Mesmo tendo feito muita faxina com este som quando criança, foi só na adolescência que entendi que poderia buscar “Algum lugar bonito pra viver em paz. Onde eu possa encontrar a natureza, alegria e felicidade com certeza.”

Quem leva uma vida nômade deve concordar que nem sempre é possível “Aproveitar a tarde sem pensar na vida, andar despreocupado sem saber a hora de voltar”, mas tenho a certeza que o importante é “gozar a liberdade de uma vida sem frescura.”

Jardim do Éden – Marcelo Jeneci

Descobri recentemente esta canção e já ouvi inúmeras vezes até decorar os versos. A sutileza e delicadeza de Jeneci para descrever sobre os coqueiros e “a praia para ficar bem” dá vontade de correr para o mar.

Duas da Tarde – Silva

Desde que ouvi esta canção pela primeira vez, todas as vezes que estou no litoral e “vou ali ver o mar”, não consigo mais entrar na água sem cantar, mentalmente, a música e também “No mergulho eu falei com Deus. Quando eu sair do mar vou me lembrar do dom que é poder respirar.”

A composição toda retrata a leveza que é estar de frente ao mar e nos faz imaginar a paisagem que mais gostamos da praia!

Vamos Fugir – Skank

Como não sentir vontade de, simplesmente, partir ao ouvir essa música? Mais importante que o destino, em si, seja ela Guaporé ou Marajó, é a vontade de “fugir pra outro lugar” que tanto move os viajantes.

A dois passos do paraíso – Blitz

Esta música já me acompanhou em muitas viagens, mas, para mim, o verso que mais gosto de cantar em voz alta (ou gritando desafinada) é aquele que diz “longe de casa há mais de uma semana”. Foi assim durante o mochilão em Goiás, a expedição pelo Maranhão e tantas outras viagens em que senti orgulho de viver esta condição e relembrar esta música.

Alegria, Alegria – Caetano Veloso

Seja em trilhas, por cidades desconhecidas com a mochila nas costas, ou até mesmo na volta do trabalho, já me peguei várias vezes cantando em alto e bom som “Caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento, no sol de quase dezembro, eu vou.”

A música, além de relembrar as aventuras já vividas, marcou o início do Tropicalismo na música brasileira.

Vilarejo – Marisa Monte

Os versos atiçam a nossa imaginação e nos faz querer viajar e relaxar! Quem não gostaria de passar uma temporada em “um vilarejo ali, onde areja um vento bom. Na varanda, quem descansa, vê o horizonte deitar no chão pra acalmar o coração”?

Quem sabe isso quer dizer amor – Milton Nascimento

Embora a música possa ser considerada uma canção romântica, eu enxergo uma nova perspectiva para ela e penso como seria vir “correndo à frente do sol”. Mas, certamente os viajantes também devem se deliciar com este outro trecho: “O mundo lá sempre a rodar e em cima dele tudo vale. Quem sabe isso quer dizer amor. Estrada de fazer o sonho acontecer”.

Nos Bailes da vida – Milton Nascimento

Já que sou fã de Milton Nascimento, vamos com mais uma canção deste músico que protagonizou o Clube da Esquina, criado em Belo Horizonte! A letra, mais uma vez, não refere-se exclusivamente aos viajantes, mas sim, aos artistas e músicos que “tem de ir aonde o povo está”.

Já imaginaram a delícia de que deve deve ser “Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol”? E ainda: “Para cantar nada era longe tudo tão bom. Até a estrada de terra na boleia de caminhão.”

Encontros e Despedidas – Maria Rita

Só quem gosta de viajar de verdade consegue entender a deliciosa sensação que “poder partir sem ter planos”. As rodoviárias, estações e aeroportos, porém, ao mesmo tempo que marcam encontros e o início de novas descobertas, também são cenários de despedidas.

E nesse cenário repleto de situações adversas, Maria Rita canta que “todos os dias é vai-e-vem. A vida se repete na estação…”

No dia que eu sai de casa – Zezé di Camargo e Luciano

Ter crescido em uma cidade do interior fez com que grande parte do meu repertório musical fosse composto por músicas sertaneja raiz. A canção de Zezé di Camargo e Luciano fala da despedida dos irmãos da família quando eles foram buscar viver profissionalmente de música e ficou famosa depois do filme “Dois Filhos de Francisco”. Acreditem, ou não, mas ela também se tornou o “hino” do meu intercâmbio!

À caminho para o embarque no aeroporto, a família toda estava reunida num misto de alegria e uma saudade antecipada. Para descontrair começamos a ouvir alguns clássicos sertanejos e eis que dei mais atenção a estes versos.

Seja para viver profissionalmente de música ou para morar fora por um tempo para estudar, a despedida de uma mãe nunca é fácil. Mas, segui com a mesma certeza traduzida nos versos de que “Eu sei que ela nunca compreendeu os meus motivos de sair de lá. Mas ela sabe que depois que cresce um filho vira passarinho e quer voar.”

Frete – Renato Teixeira

Sertanejo também é viajante já que, até hoje, muitos ainda cruzam o Brasil com rebanhos de animais em viagens longas e cheias de adversidades e surpresas. E nesse contexto, Renato Teixeira escreveu versos que todo viajante se orgulharia de ter composto e vivenciado.

Desta canção, impossível escolher apenas um trecho. Mas fica uma única vontade: “Viajar é preciso é preciso!”

Ouça a playlist completa: 

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