Trabalho voluntário: o dia em que fui contagiada pelo espírito solidário da Irlanda

Publicado em 30 de outubro de 2018

Tião, de Aracaju, foi quem me introduziu ao trabalho voluntário durante o intercâmbio em Dublin @meudestinoelogoali

Maiara Barbosa

Entre todas as atividades programadas no intercâmbio (e aquelas surpresas e acasos que eu esperava que acontecessem) não poderia imaginar que faria trabalho voluntário em Dublin! Em Mogi das Cruzes, onde moro, já participei de alguns projetos e ações, mas não contava também que poderia fazer o bem para o próximo durante minhas férias e tão longe de casa.

Conheci o projeto Society of Saint Vincent de Paul através de um amigo (também brasileiro) que estudava comigo que começou a ajudar o projeto enquanto não encontrava um emprego. Eis que no segundo dia dela, lá estava eu também para ajudar!

Saiba mais:

crachá de voluntários contém o logo da entidade e o nome de cada pessoa

Voluntários precisam usar crachá de identificação @meudestinoelogoali

A associação conta com uma loja no Centro de Dublin e vende peças de roupas femininas, masculinas, além de sapatos, livros, CDs e DVDs. Tudo funciona em um esquema parecido com brechó: as peças comercializadas são doadas e, antes de serem etiquetadas, passam por um processo de higienização.

A função dos voluntários na loja é organizar todas as peças nas araras por cores, tamanhos e modelos, além de atender os clientes. O valor arrecadado com a venda ajuda no custeio de programas sociais com idosos e crianças, por exemplo.

Um estudo feito pela fundação britânica Charities Aid Foundation, o The World Giving Index, no ano de 2016 listou a Irlanda como o terceiro pais do mundo que mais pratica a solidariedade.

De acordo com a pesquisa, 64% dos irlandeses afirmaram que ajudam desconhecidos na rua e 74% fazem doações em dinheiro. A Irlanda só ficou atrás de Mianmar e dos Estados Unidos, que ocupam, respectivamente, primeiro e segundo lugar no ranking.

Já o Brasil ocupa a posição de número 90 da lista de países caridosos.

Além da sensação de satisfação por ter ajudado, mesmo que indiretamente, pessoas que eu não conheço, me senti útil dentro da loja enquanto carregava peças de roupas e atendia os clientes, dando sugestões de modelos e ouvindo histórias. Sem contar que essa experiência foi uma ótima maneira de praticar o idioma.

Em cada arara da loja ficam modelos diferentes de blusas, separadas por cores e tamanhos

Vincent´s recebe doações de roupas e valor arrecadado com as vendas vai para obras de caridade @meudestinoelogoali

 

 

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