Eu não sou da umbanda, nem do candomblé. Mas não é preciso seguir essas religiões pra sentir a energia e o poder dos orixás!
Naquele distante, e tão difícil 2022, fui à Bahia logo no começo do ano pra me distrair do peso do diagnóstico que tinha acabado de receber.
Lá visitei, pela primeira vez, a casa de Iemanjá e senti o mar revolto dentro de mim, como se ela me dissesse que eu passaria por grandes tempestades, mas ela estaria à frente cuidando de tudo.
Aproveitei, escrevi num papel meu pedido pra ter muita saúde e sei que ele foi colocado num barquinho e entregue ao mar no dia 2 de fevereiro.
Em 2023, curada (amém?), voltei pra agradecer o poder de cura que a Bahia tem. Mas era preciso mais: Sentia que precisava voltar, no dia dela!
E assim, mais uma vez, me vi diante daquela casa singela feita pelos pescadores, na beira da praia do Rio Vermelho, no mês de fevereiro.

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Só que dessa vez, banhada com cheiro de alfazema, que entrava e purificava todos os corpos daquela multidão que lotou as areias da praia desde a noite anterior, sentindo a energia de quem vestia branco e carregava flores nas mãos, ao som energizante dos atabaques e agogôs.
Ao longo da madrugada, as homenagens não paravam! A fila para deixar as oferendas, ou apenas fazer uma prece dentro da Casa de Iemanjá só aumentava, conforme o relógio avançava noite à dentro.

Do lado de fora, infinitas celebrações: cortejos afros rumo à praia pra entregar oferendas no mar, pais de santos e baianas abençoando e purificando os corpos da multidão que entregava rosas ao na praia ou navegava pelos barquinhos.
A maré baixou, tanto dentro de mim, quanto quando o dia clareou anunciando os festejos de 2 de fevereiro de 2025…

Ao amanhecer, uma queima de fogos para saudar Iemanjá! Era só o início de uma programação extensa, que ainda inclui festas, misturando o sagrado e o profano como só a Bahia é capaz de oferecer.
Se hoje navego por mares calmos e consigo enxergar o horizonte de novo é porque tenho a certeza de quem tem Yemanjá por perto, tem um oceano de proteção!

Odoyá! 🧜♀️🌊





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