O turismo religioso de Fátima não se resume apenas ao Santuário. Ao redor da basílica estão algumas lojas de artigos religiosos para venda, como terços e imagens, e também é possível visitar a Vila de Aljustrel, onde nasceram as crianças que acompanharam as aparições.

Aljustrel é uma das aldeias mais antigas de Fátima. Antes das aparições, cerca de 100 moradores, divididos em 25 famílias, moravam por lá. Todos viviam do trabalho no campo e da atividade pastoreira.

O passeio até a vila pode ser feito em um trenzinho, que sai próximo das lojas do lado direito do Santuário.

Por € 5 o visitante ganha o ingresso que dá direito a conhecer a casa de Lúcia, dos irmãos Jacinta e Francisco, além da igreja paroquial, onde as crianças foram batizadas.

Ainda em Aljustrel fica um museu que preserva os costumes do início do século XX, mas o ingresso de  € 3  não está incluso.

Pago o valor do ticket do trem, o visitante pode desembarcar no ponto de parada que deseja conhecer, explorar o local e aguardar o próximo trenzinho.

Basta apenas guardar o ticket e apresentar novamente no embarque seguinte. O passeio completo dura cerca de duas horas.

Casa de Lúcia

Em uma das ruas do vilarejo, uma casa de paredes brancas é a mais movimentada entre as lojinhas de artigos religiosos. O motivo para a aglomeração de visitantes fica evidente logo na placa fixada na parede que diz “Casa de Lúcia”. Além de ter sido ali que uma das crianças que vivenciaram as aparições morou, no fundo do quintal, fica o Poço do Arneiro, local onde um anjo também teria feito aparições.

Após a cerca de madeira, fixada no muro baixo feito de pedras, à esquerda fica um pequeno celeiro. Até hoje são criadas algumas ovelhas no espaço.

A casa toda é simples: piso de madeira, móveis sem grandes detalhes, mas a presença da fé e dos milagres daquela terra é sentida de maneira grandiosa no ambiente.

De volta ao lado de fora, o caminho segue entre árvores até o Poço do Arneiro. A primeira aparição do anjo teria acontecido na primavera de 1916.

Segundo a história cristã, foram três aparições e o anjo sempre pedia orações às crianças.

Em cima do poço, hoje fica  uma estátua do anjo acompanhado das três crianças, postas em joelhos e com as mãos em sinal de oração. A visita a Casa de Lúcia é gratuita.

Casa Museu de Aljustrel

Na mesma rua da casa de Lúcia, no imóvel ao lado, fica o museu do vilarejo. Ao entrar no ambiente de chão de terra, o visitante encontra exposição que retrata os costumes e o modo de viver da época. A casa pertencia a madrinha de batismo de Lúcia e, em 1969, o prédio em ruínas foi adquirido por uma sociedade turística e passou por uma reconstrução.

Saiba mais:

Entre um carro-de-boi e ferramentas do campo, detalhes como os sapatos e vestimentas da época e os altares montados dentro das casas chamam a atenção. Assim como se vê em cidades do interior do Brasil, uma mesinha é forrada com uma toalha branca e, em cima, ficam algumas imagens de santos, sempre acompanhados de um crucifixo, um quadro na parede, ou uma florzinha de papel de enfeite.

O Museu está aberto ao público desde 1992 e, hoje, pertence ao Santuário de Fátima e ainda há uma lojinha no espaço, que comercializa artigos religiosos.

Casa de Jacinta e Francisco

Algumas ruas acima do Museu, a casa dos irmãos Jacinta e Francisco é reconhecida pela cruz em cima da janela e um ramo de folhagem ao lado.

Os cômodos são pequenos e, nos quartos, não sobra muito espaço além da cama.

A preservação do espaço fez com que o tempo parasse entre aquelas paredes.

Panelas ainda estão nas prateleiras, a colcha está esticada sobre a cama, assim como algumas peças de roupas continuam penduradas nos cabides, como se estivessem à espera de seus donos que saíram para brincar.

A visitação na casa dos irmãos pastoreiros também é gratuita.

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