O Melhor da Serra Gaúcha

Publicado em 10 de junho de 2019

Maiara Barbosa

A Serra Gaúcha é conhecida pelo seu clima romântico, pelos bons vinhos e pela influência dos italianos e alemães na gastronomia. Além disso, o Rio Grande do Sul também é cenário de paisagens naturais surpreendentes e ponto de encontro com a diversão.

Com tantos atrativos para se visitar, seja ao ar livre, nos museus, para quem busca experiências gastronômicas ou brincadeiras na neve, o Meu Destino é Logo Ali preparou este guia com as melhores atrações para se conhecer na Serra Gaúcha.

Se preferir, confira as sugestões navegando por cidade:

Gramado

– Rua Coberta

Se procurar por Rua Madre Verônica, talvez nem mesmo os moradores de Gramado saberão lhe informar este endereço. Porém, se falar em Rua Coberta todos saberão indicar onde fica o endereço de alguns dos melhores cafés e restaurantes de gramado.

A Rua Coberta liga a Avenida Bordes de Medeiros à Rua Garibaldi, e fica próximo ao Palácio dos Festivais. Durante o Festival de Inverno, bandas locais se apresentam em um palco. É ali também que acontecem apresentações do Natal Luz.

O telhado da Rua Coberta é de vidro e serve de abrigo para os dias (e para as noites também) mais frios e chuvosos.  Ao longo dos seus 100 metros existem lojas de artesanato, de sapatos, de artigos de couro, malharias e de chocolates.

– Praça das Etnias

O tempo na Praça das Etnias parece que passa mais devagar. Desde o início da colonização alemã, cucas, pães com linguiça e outras especialidades da gastronomia local são produzidas em grandes fornos à lenha.

Próximo dali, a Casa do Colono comercializa as massas fabricadas na hora, além geleias, doces, vinhos e biscoitos.

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– Compras

A Avenida Borges de Medeiros é o coração de Gramado e concentra galerias de malharias, lojas de couro e chocolates. A variedade das peças fabricadas a partir do couro vai desde carteiras e cintos, até bolsas, jaquetas e botas.

Já quanto os chocolates, o cheiro que vem de dentro das lojas invade as calçadas e atiça quem passa na rua. As fábricas abrem suas portas aos visitantes e é possível visitar a linha de produção e Gramado ganhou até um parque temático do chocolate.

– Rua Torta

As curvas sinuosas na Ladeira da Rua Emilio Sorgetz  deram a fama de Rua Torta para o local.

Entre um jardim florido e árvores, a Rua Torta lembra a famosa Lombard Street, uma das mais famosas ruas da cidade de São Francisco na Califórnia.

A Rua Torta fica bem próximo da Praça das Etnias.

 

– Lago Negro

O Lago Negro, além de ser um dos pontos mais visitados de Gramado, é um dos locais mais bonitos da cidade. Ele foi construído por Leopoldo Rosenfeldt, depois de um incêndio no local, que antes era conhecido como Vale do Bom Retiro.

Na beira do lago, de água verde escura, os pinheiros e as árvores trazidas da Floresta Negra, da Alemanha, refletem na água. No verão da Serra Gaúcha, o destaque da flora são as hortênsias, já no inverno, as azaleias contrastam as cores do local.

Em toda a sua margem foram construídos passeios para caminhada e também é possível passear com pedalinhos. A visitação no Lago Negro é gratuita.

– Se divertir na neve 

Quem visita a Serra Gaúcha gosta de experimentar um pouco do frio e, para isso, é possível se divertir na neve. O Snowland é o primeiro parque de neve indoor das Américas. Além de patinação no gelo, o visitante também pode brincar com esqui, snowboard, tubbing e motoneve.

O valor do passaporte para o Snowland varia de acordo com a época do ano, mas está incluso os equipamentos de frio como casaco, calça, luvas, botas e capacete e atividades como patinação no gelo e tubbing. O tarifário pode ser conferido no site do Snowland.

@stheontheroad

– Natal Luz

O encanto do Natal ganha reforço em Gramado com as apresentações de dança, música, jogos de luzes e fogos de artifício. Um número de teatro é reproduzido todas as noites para o ascender das luzes. Além da sintonia com as luzes, o número musical também conta com a presença do Papai Noel e neve.

@NatalLuz

– Conhecer a gastronomia local

As influências alemãs e italianas tornaram a gastronomia da Serra Gaúcha uma das mais saborosas do Brasil. Além das opções de massas, vinhos e chocolates, o destaque também fica para os fondues.

Para vivenciar uma verdadeira noite gaúcha, a opção é o Restaurante Garfo e Bombacha que une o melhor da gastronomia com apresentações culturais

Logo na entrada, os visitantes já experimentam o sabor do chimarrão, no jeito gaúcho: todos tomando a bebida feita com a erva mate na mesma cuia.

Na entrada da churrascaria, já é possível ver a carne de chão sendo preparada e, no salão principal, ainda há opções de saladas, doces e acompanhamentos. A dica é ir de estômago vazio. Se aguentar ficar sem almoçar neste dia, melhor ainda!

No palco, os legítimos gaúchos que fazem questão de preservar suas tradições, apresentam números de dança, no ritmo do fandango, sapateado, chote, ao som do arcodeon e violão. Há apresentações ainda de números com cordas, sapateado das “prendas” e danças dos casais. O público também é convidado a participar do espetáculo.

Os valores do ingresso e as informações dos horários das apresentações da Noite Gaúcha podem ser conferidas no site da churrascaria.

Bento Gonçalves

– Maria Fumaça de Bento Gonçalves

A viagem começa na estação de Bento Gonçalves, com muita música e vinho. Cada visitante, logo na entrada, já ganha uma pequena taça descartável que será muito útil ao longo do caminho até Carlos Barbosa, passando ainda por Garibaldi.

Durante a viagem, é servido espumante moscatel e suco de uva tinto.  Senhores e senhoras, descentes de italianos, animam a viagem com música e danças.

A Maria Fumaça de 1941 ajudou no escoamento da produção de vinho, além de ser responsável pelo transporte de passageiros e de carga. Hoje, a linha é turística, operada pela empresa Giordani Turismo.

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– Caminhos de Pedra

@tanaminharota

Poucos quilômetros distante do Centro de Bento Gonçalves, a rota do Caminhos de Pedra abriga  a cultura, a arquitetura, a história e os costumes dos imigrantes italianos. São 12 km que concentram casas construídas de pedra, sendo que mais de 25 delas recebem visitação e outras 43 casas históricas podem ser observadas do lado de fora.

– Vinícolas

@tanaminharota

É na Serra Gaúcha que são produzidos exemplares de vinhos que já foram até premiados internacionalmente. Entre as cidades que mais se destacam na produção de vinho estão Garibaldi e Bento Gonçalves.

As vinícolas podem ser visitas durante o ano todo. Porém a época da colheita da uva, em que os parreirais estão carregados e é possível participar da pisa da uva, é entre os meses de janeiro e março.

A distância de Gramado até lá é de 110 km.

– Visita na Chandon Brasil

@destinoseafins

Além do destaque na produção dos vinhos, Garibaldi também produz os espumantes da famosa Chandon. As visitas devem ser agendadas antecipadamente e são gratuitas.

O passeio explica um pouco do processo de fabricação do espumante, passa pelo laboratório, pela sala dos enólogos e ainda é possível conferir o processo de envase.

Canela

– Mundo a Vapor

Entre tantas as opções de museus para se visitar na Serra Gaúcha, o Mundo a Vapor atrai crianças, casais e famílias. Réplicas de máquinas a vapor que explicam o processo das serrarias desperta a curiosidade dos visitantes.

Logo na fachada, o acidente ferroviário que aconteceu no ano de 1895, em Paris foi reproduzido e chama atenção com o trem caindo no chão. Na ocasião, uma locomotiva desgovernada cruzou a estação, caiu de uma altura de 12 metros e ficou com a frente pendurada. Lá dentro funciona a menor fábrica de papel do mundo. 

O parque temático ainda conta com uma loja de lembranças, um trenzinho para passeio e também um ponto para degustação e compra dos vinhos da Jolimont.

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– Cascata do Caracol

No meio de uma fenda, a cachoeira chega a atingir 131 metros de altura e já foi cenário de novela e cartão postal. A novidade para o passeio são os bondinhos aéreos, que passa por três estações diferentes e oferece uma vista única da Cascata do Caracol num percurso de 840 metros.

Além dos bondinhos, o Parque da Serra ainda conta com uma pequena trilha em meio à mata nativa. No término do percurso, o visitante encontra a exposição das esculturas que falam do artista japonês Masaraharu Hata. Ele tralhou os desenhos em madeiras, que produzem som ao serem tocados com um tubo.

– Castelinho do Caracol

@blogalemdacurva

O castelinho foi construído com madeira da araucária e não utilizou de nenhum prego. A casa pertence à família Franzen, uma das primeiras que chegou em Canela. Dentro da casa, todos os ambientes, como os quartos, banheiros, sala de jantar, cozinha e a sala de música estão preservados com móveis originais do século XX.

Além de todo o charme do espaço, a pedida é o doce Apfelstrudel, uma torta de maçã feita pela própria família Franzen. O doce vem acompanhado de sorvete de creme ou de nata.

 

– Catedral de Pedra

Eleita uma das sete maravilhas do Brasil no ano de 2010, a Catedral de Pedra de Canela foi fundada em 1937 e segue o estilo gótico.

A igreja é dedicada à Nossa Senhora de Lourdes e tem um carrilhão de 12 sinos de bronze e uma torre com 65 metros de altura.

Dentro da Catedral de Pedra foram confeccionados quadros da Via Sacra de Jesus, em madeira e argila.

O altar da igreja também abriga quatro brasões dos evangelistas Marcos, Mateus, João e Lucas, além de painéis que retratam as aparições de Nossa Senhora.

 

Cambará do Sul

 

@poraicomospires

Os cânions do Rio Grande do Sul ficam no Parque Nacional dos Aparados da Serra, em Cambará do Sul. O município já faz divisa com Santa Catarina. As muralhas, acompanhadas de precipícios em meio à vegetação, chegam a 900 metros de altura e 7 km de extensão.

Além disso, a região é cercada com cachoeiras e rios. O cartão-postal da região é o cânion de Itaimbezinho, em Aparados da Serra. São paredões de 720 metros de altura e 6 km de extensão. Outro famoso cânion de lá chama-se Fortaleza, com 7,5 km de extensão e 900 metros de altura.

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Nova Petrópolis

A Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, preserva as tradições e a arquitetura germânica. A capela, a casa do professor e as demais construções do parque são feitas com base na técnica do enxaimel. A técnica permitiu que as construções fossem transportadas para lá, já que as casas são feitas com um esqueleto de grossas toras de madeira e “enchidas” com madeiras disponíveis na região.

São mais de 15 espaços que contam, de diferentes, maneiras a cultura, a gastronomia e a música alemã. No armazém são vendidas as tradicionais cucas e outros pratos típicos da região. A Aldeia do Imigrante também tem lagos e lojas de artesanato e malharias. Com sorte, grupos musicais são vistos na praça.

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8 Comments

  1. As serras gaúchas estão entre os lugares que eu mais quero conhecer no Brasil!

  2. Que post lindo! Adorei as dicas!Sou suspeita pra falar dessa região, a gaúcha aqui ama sua terrinha. Todo mundo deveria conhecer a Serra Gaúcha – especialmente no friozinho do inverno.

    • Paula Gabriele

      Que post completíssimo!!! Meus pais foram a Gramado, Canela e Bento Gonçalves ano passado e amaram! Me arrependi muito de não ter ido com eles. Mas agora tenho este seu post para me ajudar na minha vez e com muito mais dicas! Beijão

  3. Quanto lugar lindo, Maiara. Apaixonado demais pelas fotos e dicas. Usarei seu post como inspiração para minha viagem de fim de ano! Amei!

  4. Como eu amo a Serra Gaúcha… já fui 3 vezes e me deu muita saudade lendo o seu post!

    • O sonho da minha mãe é conhecer Gramado e eu ainda não fui ao Rio Grande do Sul. Bateu vontade grande de realizar isso td ao ler suas dicas

  5. Eu fiquei surpreendida com a Serra Gaúcha, não esperava gostar tanto de lá. Amei seu post, tá mega completo! É um destino muito preparado para o turismo.

  6. Adorei seu post. Eu tenho muita vontade de ir nas serras gaúchas e gostei de ler mais sobre o lago negro e a catedral de pedra, que sou doida pra conhecer!

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