10 opções de passeios alternativos para curtir o Rio de Janeiro

Publicado em 18 de novembro de 2019

Maiara Barbosa

Paulista com aversão ao frio e dias nublados, sou suspeita para falar sobre o Rio de Janeiro e a paixão que essa cidade exerce sobre mim. Por isso, sempre que uma folga aparece no calendário, já vou logo buscando uma passagem para a Cidade Maravilhosa! O mais incrível do Rio de Janeiro é que, além dos seus famosos cartões postais, como o Corcovado, o Pão de Açúcar e as praias de Copacabana e Ipanema, a cidade reserva outros inúmeros encantos.

Há opções para quem gosta de história, arquitetura, música e, claro, aqueles mais “alternativos” que fogem do roteiro tradicional. Se você quer conferir algumas dicas de passeios tipicamente cariocas, que ainda não foram “descobertos” pelos turistas, confira essa lista feita com o apoio de blogueiros também apaixonados pelo Rio de Janeiro:

1. Mercado do Produtor da Barra da Tijuca

Nem só de praia e trilhas vive o Rio de Janeiro! Para quem ainda não conhece muito da geografia da cidade do Rio de Janeiro, a Barra da Tijuca é um dos bairros mais modernos da cidade, que fica na zona oeste, distante dos cartões postais da região central e da zona sul. Como já dizia a cronista Martha Medeiros: “O Rio é sentimento. A Barra é planejamento.”

Ainda assim, a zona oeste reserva inúmeras opções de lugares para visitar. O Mercado do Produtor da Barra, por exemplo, fica no Uptown Barra e reúne barracas de frutas, legumes e verduras, além de lojinhas com comidas e bebidas.

Sem precisar viajar para longe, ali você encontra o famoso pão com mortadela do Mercadão de SP e pode provar o melhor da gastronomia árabe, portuguesa e italiana. As empadas argentinas e a linguiça alemã também fazem bastante sucesso.

Além disso, se a fome pedir hambúrgueres, lanches, crepes e tapiocas, você também consegue resolver o problema por lá. Quem reuniu as dicas do que mais vale a pena e os segredinhos para aproveitar essa visita foi a Ana, do blog Destinos & Afins.

2. Pão de Açúcar sem bondinho

Já pensou em subir em Morro da Urca, do complexo do Pão de Açúcar sem ser pelos bondinhos? Pois digo que o passeio é possível através de uma trilha que começa na Praia Vermelha. É só seguir para o lado esquerdo da praia, onde começa a Pista Cláudio Coutinho e o início da trilha. O percurso tem 4,5 km (ida e volta) e a trilha é de nível fácil. A subida, de 220 metros acontece, geralmente, em 40 minutos.

Quando se chega ao Morro da Urca, a vista abrange o Cristo Redentor, a Baía de Guanabara, as praias de Botafogo, o Aterro do Flamengo, Ipanema e Copacabana e até o Aeroporto de Santos Dumont.

O acesso ao Morro do Pão de Açúcar precisa ser feito de bondinho e você confere as informações sobre valores e horários aqui.

3. Cinelândia

O Centro do Rio de Janeiro oferece muitas belezas históricas aos olhos de quem passa pela região da Cinelândia.

O cenário do final do século XIX faz referência à Times Square. Já o Teatro Municipal foi inspirado na Ópera Garnier. Todos os edifícios e monumentos fizeram parte de um processo de “embelezamento da cidade” que aconteceu entre anos de 1889 e 1930. A alguns passos dali, encontramos o Museu Nacional de Belas Artes, conhecido por ter um teto à prova de neve!

A carioca Carolina Pereira escreveu sobre o passeio histórico no Rio de Janeiro para o Meu Destino é Logo Ali e dá outras dicas para completar o roteiro.

4. Pantanal Carioca

Em dias de fortes chuvas no Rio de Janeiro, imagens de jacarés e outros animais cruzando as estradas ganharam destaque nos jornais. Esses animais vivem na área da Barra da Tijuca e podem ser descobertos por um passeio de barco.

A área está preservada e a saída do catamarã acontece na doca que fica em frente ao Hortifruti do Jardim Oceânico – Barra da Tijuca. A analogia ao pantanal mato grossense não pode ser levada em conta quanto se fala da presença do mangue, que não existe no bioma do Centro-Oeste.

Todos os detalhes do passeio e outras fotos você encontra no blog Por ai com os Pires.

5. Costão de Itacoatiara

OK, tudo bem que a Praia de Itacoatira não fica no Rio de Janeiro (e sim em Niterói), mas trilha que se pode fazer do outro lado da ponte não deixa a desejar aos cenários cariocas no quesito beleza.

O Costão de Itacoatiara está dentro da área de proteção ambiental chamada Parque Estadual da Serra da Tiririca. A trilha é considerada de nível leve/moderada e pode ser dividida em duas etapas: a primeira passa por um trecho de mata e, depois, o trajeto é concluído pela rocha. A subida leva, em média de 30 a 40 minutos.

Mais uma vez, a Fernada Spolaor, contou de maneira minuciosa como se chega até lá, seja de carro ou ônibus. Outra dica é evitar a subida em dias de chuva. Além da perca do visual, o solo fica muito escorregadio. Para evitar os horários de sol a pino, prefira subir pela manhã ou no final da tarde, já que em alguns trechos não há sombra e o calor pode castigar.

Lá no blog Cachos Aventureiros você ainda confere outras dicas para a trilha, como o melhor calçado e o que levar na bolsa.

6. Barra da Guaratiba

Um dos passeios imperdíveis para quem fica hospedado na zona oeste do Rio de Janeiro é uma visita a Restinga de Marambaia, que fica na Barra de Guaratiba. Não é toda a extensão dos 42 km de praia que estão abertos para visitação, já que se trata de uma área militar.

Na área de mangue, a onda é praticar o stand-up paddle por lá. Além disso, o local também um alambique e é a porta de entrada para as Praias Selvagens do Rio de Janeiro, para a Pedra do Telégrafo e também para uma visita ao Sítio Burle Marx.

Todas as dicas e detalhes dos passeios por lá, você confere no blog Destinos & Afins.

7. Parque Nacional da Floresta da Tijuca

Floresta no Rio de Janeiro? Sim, você leu corretamente! A Floresta da Tijuca, aliás, é considerada a maior floresta urbana do mundo, com 4 mil hectares. Lá você encontra várias opções de trilhas e cachoeiras para visitar.

Uma das trilhas mais procuradas é o 2 em 1, que inclui uma parada no Mirante da Cascatinha e, em seguida, a visita na Cachoeira do Taunay. A subida até o mirante dura cerca de 20 minutos e não requer grande preparo físico. Já a Cachoeira do Taunay recebe esse nome em homenagem ao francês integrante da missão artística francesa que veio ao Brasil em 1816. O nobre divulgava a floresta, organizando reuniões em sua casa para a corte.

A entrada é gratuita e não é exigida a companhia de um guia, mas, atenção: se você vem de fora, não se sente muito seguro, sempre indico que procure um profissional da área para lhe acompanhar. Além disso, como sempre digo: passeios com guia são uma ótima maneira de ajudar na economia local e as informações repassadas por eles sempre nos agregam novos conhecimentos. Para chegar até lá é possível ir de ônibus.

8. Pedra da Gávea

Considerada uma das trilhas mais bonitas do Rio de Janeiro, a trilha até a Pedra da Gávea te proporciona uma vista quase completa de toda a zona sul. O trajeto, porém, não é considerado um dos mais fáceis e requer experiência em trilhas para quem deseja encarar a subida.

Quem cumpriu o desafio, com sucesso, foi a Liany, do blog Mochilão a Dois. No seu relato, ela explica que a Pedra da Gávea é formada por diferentes pontos, com diferentes rotas e que também há várias histórias e lendas sobre o lugar.

O lado da pedra oposto ao mar, por exemplo, parece ter um formato de rosto e é chamada de “Cabeça do Imperador”. Algumas marcas encontradas nas rochas já foram interpretadas como inscrições fenícias. 

9. Morro Dois Irmãos e a Favela do Vidigal

A dobradinha para conhecer uma favela carioca e um visual espetacular da zona sul do Rio de Janeiro é fazer a Trilha do Morro Dois Irmãos.

Como o próprio nome já diz, são dois mirantes: do primeiro se avista a Rocinha, maior favela da América Latina, e a Pedra da Gávea. No segundo, e maior cume, o Irmão Maior, a vista é contemplada por todos os contornos da zona sul, de Botafogo ao Leblon, além de Niterói, a Serra da Carioca e as Ilhas Cagarras.

São 1,5km de percurso em 40 minutos, em média, divididos em trechos íngremes e outros nem tanto. Para o início do percurso é preciso se deslocar até o campo de futebol na Vila Olímpica do Vidigal. Com o acompanhamento do guia é possível conhecer um pouco mais do dia a dia da comunidade.

A Rayane, do AZ Wanderlust fez um tour guiado por lá, publicou seu relato no blog.

10. Ilha de Paquetá

Visitar a Ilha de Paquetá é esquecer da agitação do Rio de Janeiro e voltar no tempo. Carros não existem por lá e, facilmente, você encontrará charretes e muitas bicicletas cortando as ruas do vilarejo.

A Juliana Saueia, do blog Além da Curva, visitou o lugar e contou que a palavra de ordem é relaxar e visitar, despretensiosamente, a Praça Pintor Pedro Bruno, Caramachão dos Tamoios, a Paróquia Senhor Bom Jesus do Monte, a Árvore Maria Gorda, o mirante da Pedra da Moreninha, a Ponte da Saudade, a Pedra dos Namorados, o Parque Darke de Mattos, o Cemitério dos Pássaros e a Casa da Moreninha.

Mesmo com tantos pontos turísticos, além das praias, é possível completar o roteiro em um dia.

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5 Comments

  1. Deyse Marinho de Abreu

    Que texto delicioso de ler. Alguns desses pontos já conheço, outros não. Precisando voltar logo ao Rio desfrutar desses passeios. Muito bom.

  2. LUCIO FABIO DA COSTA JUNIOR

    Gente, adorei as dicas de passeio! Quanto lugar lindo e que eu não visitei! Morrendo de saudade da Cidade Maravilhosa.

  3. Vanessa Barreto

    Menina, sou nascida no Rio (embora tenha sido criada em Minas) e vi neste post lugares que nem sabia que existia! Você ARRASA demais!

    CLARO que vou querer conhecer váários. 😀

  4. Fiquei super curiosa pra conhecer esse pantanal carioca. Já anotei esse passeio para fazer na minha próxima viagem ao Rio de Janeiro. Adorei

  5. Paula Gabriele

    Maiara que post show!!! Última vez que fui ao Rio de Janeiro foi em Abril e bem corrido, mas já estou doida para voltar e fazer uns passeios diferentes ! Confesso que tem alguns dos passeios clichês que ainda preciso conhecer, como o Museu do Amanhã, mas quero colocar estes seus no roteiro com certeza! beijooo

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